Junina Fogão de Lenha
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
O FOGÃO DE LENHA
No velho sítio ao pé da serra
Na casa coberta por sapé
Ao chão de terra batida
Onde as paredes de barro
Davam guarida
Morava a felicidade
Na grande cozinha
O fogão de lenha valente
Com panela de água quente
Que o tempo não deteve
Defumava o ambiente
Sua fumaça era o perfume
Mesmo quando causava ardume
Fazia chorar inconscientemente
Com banana assada na chapa
Colhida nas entranhas da mata
Ficou na saudade dormente
Sobre o fogão de lenha guerreiro
Um varal de arame colocado
Com couro de porco pendurado
Que em meio à fumaça ardente
Em alguns dias seria defumado
Companheiro do mestre caboclo
O seu grande amigo rancheiro
Na porta da casa ou no quintal
A sua espera o velho perdigueiro
Caçador com instinto natural
E guardião de um lar florestal
A criação que ali se tinha
Marreco, pato e galinhas
Ora sumiam por entre a mata
Outras entravam na cozinha
E tudo era tão natural
Um banhado com peixes e taboa
Um velho bote na beira da lagoa
Avistado da rede da varanda
Onde ele deita-se quando cansa
E aprecia a vista mansa
Deixando a vida passar.
À noite a fogueira acesa
Com o luar aumenta essa beleza
O majestoso o céu estrelado
E os vaga lumes iluminados
Em um espetáculo particular
O pomar todo carregado
Árvores por todos os lados
Com pássaros entusiasmados
Agradecendo em algazarras
Ao bom Deus por sua morada
Cantam os mais belos louvores
(Marcos França)
Na casa coberta por sapé
Ao chão de terra batida
Onde as paredes de barro
Davam guarida
Morava a felicidade
Na grande cozinha
O fogão de lenha valente
Com panela de água quente
Que o tempo não deteve
Defumava o ambiente
Sua fumaça era o perfume
Mesmo quando causava ardume
Fazia chorar inconscientemente
Com banana assada na chapa
Colhida nas entranhas da mata
Ficou na saudade dormente
Sobre o fogão de lenha guerreiro
Um varal de arame colocado
Com couro de porco pendurado
Que em meio à fumaça ardente
Em alguns dias seria defumado
Companheiro do mestre caboclo
O seu grande amigo rancheiro
Na porta da casa ou no quintal
A sua espera o velho perdigueiro
Caçador com instinto natural
E guardião de um lar florestal
A criação que ali se tinha
Marreco, pato e galinhas
Ora sumiam por entre a mata
Outras entravam na cozinha
E tudo era tão natural
Um banhado com peixes e taboa
Um velho bote na beira da lagoa
Avistado da rede da varanda
Onde ele deita-se quando cansa
E aprecia a vista mansa
Deixando a vida passar.
À noite a fogueira acesa
Com o luar aumenta essa beleza
O majestoso o céu estrelado
E os vaga lumes iluminados
Em um espetáculo particular
O pomar todo carregado
Árvores por todos os lados
Com pássaros entusiasmados
Agradecendo em algazarras
Ao bom Deus por sua morada
Cantam os mais belos louvores
(Marcos França)
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
A FOGÃO CONVIDA
Pois é... o ano está passando como um foguete.
O Carnaval já está aí... logo, logo passará a Páscoa... Dia dosEmbromadores Namorados... Festas de setembro... Natal e Fim de Ano...
mas... WAIT!!!
E JUNHO? CADÊ SÃO JOÃO??
Nãããããoooooo... viver sem pular fogueira? Sem pamonha? Sem Canjica?
SEM DANÇAR QUADRILHA??? ---------------> NUUUUUUNCA!!
Pensando em você, quadrilheiro pé quente, estamos construindo uma nova FAMÍLIA.
E ela já tem nome: "JUNINA FOGÃO DE LENHA".
O nome já nos leva a lembrar da casa da vovó: o cheirinha da galinha caipira cozida à lenha, o bolinho de fubá, o pirão, aquela toalha chita florida faceira sobre a mesa do almoço... Êta gostosura!!
Ta vendo como esse nome te traz lembranças boas?
Pois é... QUEREMOS VOCÊ pra espalhar essas lembranças boas também. Venha dançar, cantar, sorrir, pular, gritar... enfim: SE DIVERTIR!!
Estaremos de braços abertos esperando VOCÊ.
O Carnaval já está aí... logo, logo passará a Páscoa... Dia dos
mas... WAIT!!!
E JUNHO? CADÊ SÃO JOÃO??
Nãããããoooooo... viver sem pular fogueira? Sem pamonha? Sem Canjica?
SEM DANÇAR QUADRILHA??? ---------------> NUUUUUUNCA!!
Pensando em você, quadrilheiro pé quente, estamos construindo uma nova FAMÍLIA.
E ela já tem nome: "JUNINA FOGÃO DE LENHA".
O nome já nos leva a lembrar da casa da vovó: o cheirinha da galinha caipira cozida à lenha, o bolinho de fubá, o pirão, aquela toalha chita florida faceira sobre a mesa do almoço... Êta gostosura!!
Ta vendo como esse nome te traz lembranças boas?
Pois é... QUEREMOS VOCÊ pra espalhar essas lembranças boas também. Venha dançar, cantar, sorrir, pular, gritar... enfim: SE DIVERTIR!!
Estaremos de braços abertos esperando VOCÊ.
VESTIDO DE CHITA
Para que me dás brocados
Tão vistosos e pesados
Estás cansado de saber
Que o que eu gosto a valer
É dum vestido de chita.
Pode ser lisa ou com flores
Pode ter uma ou mais cores
Com riscas ou com quadrados
Pode ter rendas ou bordados
Em cima da pura chita.
Faz-me dela saia rodada
Só franzida ou pregueada
Pode cheirar a terra ou mar
Erva acabada de cortar
Na simplicidade da chita.
A condizer com o vestido
Bem feito e colorido
Põe-me um laço no cabelo
Para que nele possas vê-lo
O meu coração de chita.
Com chita serei seara
Livre ao vento se agita
Serei o mar ondulado
Serei bailarina e bailado
A esvoaçar como a chita.
Que de chita sou eu tecida
Da que o povo um dia vestiu
Daquela que livre e erguida
Em Abril um dia floriu
Craveiros simples de chita.
(By Adelaide)
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=122835#ixzz1mIyiLZok
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
Tão vistosos e pesados
Estás cansado de saber
Que o que eu gosto a valer
É dum vestido de chita.
Pode ser lisa ou com flores
Pode ter uma ou mais cores
Com riscas ou com quadrados
Pode ter rendas ou bordados
Em cima da pura chita.
Faz-me dela saia rodada
Só franzida ou pregueada
Pode cheirar a terra ou mar
Erva acabada de cortar
Na simplicidade da chita.
A condizer com o vestido
Bem feito e colorido
Põe-me um laço no cabelo
Para que nele possas vê-lo
O meu coração de chita.
Com chita serei seara
Livre ao vento se agita
Serei o mar ondulado
Serei bailarina e bailado
A esvoaçar como a chita.
Que de chita sou eu tecida
Da que o povo um dia vestiu
Daquela que livre e erguida
Em Abril um dia floriu
Craveiros simples de chita.
(By Adelaide)
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=122835#ixzz1mIyiLZok
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
sábado, 14 de janeiro de 2012
AS FESTAS JUNINAS
Resumo Histórico
Existem duas explicações para o
termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades
ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que está festa tem origem em
países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No
princípio, a festa era chamada de Joanina.
Nesta época, havia uma
grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e
franceses. Da França veio
a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil,
influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de
artifício veio da China,
região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de
fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em
Portugal e na Espanha.
Todos estes elementos culturais
foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos
brasileiros (indígena, afro-brasileiros e imigrantes europeus)
nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma
delas.
Festas Juninas no Nordeste
Embora sejam comemoradas nos
quatro cantos do Brasil, na região Nordeste as
festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer
homenagens aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antônio. Como
é uma região onde a seca é
um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as
chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura.
Além de alegrar o povo da região,
as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas
visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e
clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos
visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas
europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de
perto estas festas.
Comidas típicas
Como o mês de junho é a época da
colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às
festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, cural, milho cozido, canjica,
cuzcuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Além das receitas com milho, também fazem parte do cardápio desta época: arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e muito mais.
Tradições
As tradições fazem parte das
comemorações. O mês de junho é marcado pelas fogueiras, que servem como centro
para a famosa dança de quadrilhas. Os balões também compõem este cenário,
embora cada vez mais raros em função das leis que proíbem esta prática, em
função dos riscos de incêndio que representam.
No Nordeste, ainda é muito comum
a formação dos grupos festeiros. Estes grupos ficam andando e cantando pelas
ruas das cidades. Vão passando pelas casas, onde os moradores deixam nas
janelas e portas uma grande quantidade de comidas e bebidas para serem
degustadas pelos festeiros.
Já na região Sudeste são
tradicionais a realização de quermesses. Estas festas populares são realizadas
por igrejas, colégios, sindicatos e empresas. Possuem barraquinhas com comidas
típicas e jogos para animar os visitantes. A dança da quadrilha, geralmente
ocorre durante toda a quermesse.
Como Santo Antônio é considerado
o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que
querem se casar. No dia 13 de junho, as igrejas católicas distribuem o
“pãozinho de Santo Antônio”. Diz a tradição que o pão bento deve ser colocado
junto aos outros mantimentos da casa, para que nunca ocorra a falta. As
mulheres que querem se casar, diz a tradição, devem comer deste pão.
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